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[RESENHA] Iracema - José de Alencar

   Bom dia galera! Tudo bem com vocês?
   Hoje cheguei bem cedinho para poder fazer a resenha do livro, que se encontra na lista de livros da FUVEST deste ano de 2017, Iracema do meu autor favorito José de Alencar. Antes de começar a falar sobre o livro, gostaria de situar vocês dos problemas que venho enfrentando para continuar com as postagens, mas que se Deus quiser serão resolvidos em poucos dias. As postagens, são comumente postadas de terça, quarta, quinta, sexta e sábado, porém isso não vem acontecendo por uns dias e sei que vocês devem estar se perguntando o porque, não é mesmo? Mas é simples, quando começamos um ano letivo acabamos tendo que nos esforçar por ele e tendo que infelizmente deixar outros de lado, porém com a atual crise que estamos passando no país minhas aulas estão todas paradas devido a manifestações e então a partir de hoje, pretendo manter uma rotina de postagens. O que espero seja muito bem-vinda neste atual momento ;). Vamos então ao que mais interessa que é a resenha?
   Em Iracema temos a história de um jovem guerreiro,Martim , que ao se perder pelas matas se encontra com Iracema, uma índia maravilhosa e que todos chamam de "A Virgem dos Lábios de Mel". Iracema ao vê-lo se assusta e tenta combatê-lo dando uma flechada no peito, porém como percebe que este não lhe fará nenhum mal acaba por acolhê-lo e o leva para junto de sua tribo. Recebidos pelo Pajé, seu pai, estes tem uma conversa que irá ajudar a Martim se abrigar por lá enquanto se recupera.
   Como de costume os índios oferecem todas as mulheres para ele, mas este recusa, pois acaba por se apaixonar por Iracema. Entretanto um grande problema está em se apaixonar pela filha do Pajé, Iracema é prometida a um guerreiro, que é um tanto quanto ciumento e guarda um dos maiores segredos de toda sua tribo, o que pelos costumes poderia ser acabado caso ela contasse para alguém. Como se não bastasse que Martim gostasse dela, Iracema também estava apaixonada por ele e em um ato de rebeldia e puro amor decidem fugir, para que assim seu rival não o pegue e que eles possam ficar juntos, o que no caso é muito perigoso, já que Martim, estava com a tribo dos piores inimigos dos tabajaras, mesmo que não fosse o seu objetivo colocar em perigo os seus acolhedores.
   Nesta fuga muitas coisas irão acontecer, muitos amores estão por vir e muitas crenças serão abatidas, já que as tribos indígenas creem em muitos deuses da natureza. Sendo assim seus efeitos serão sentidos e tudo pode mudar de uma hora a outra.

   A narrativa é toda do ponto de vista do autor, tornando ele assim quem sabe de tudo,que mistura sentimentos e muitas aventuras com uma linguagem simples e típica dos índios. Metáforas e muitos elementos históricos é o que encontramos em suas 144 páginas, que para aqueles que se preocupam não verão passar, pois são abordados com uma agilidade que nos impressiona. A edição que peguei tem um espaçamento muito bom e com comentários e rodapés super explicativos, sendo assim não nos sentimos perdidos em um ambiente pouco comum para quem não conhece a cultura dos Tabajaras, já que as metáforas utilizadas são específicas de um certo grupo. 
   A capa é super bonita e a editora fez um ótimo trabalho ao desenvolver como que seriam dispostos o texto, fonte e cor de páginas, mesmo estas sendo brancas. Em um geral dei a nota 4, pois algumas especificidades do interior da narrativa podem ser um pouco chatinhas, mas que a leitura realmente vale muito. 
   Bem galera, hoje a resenha foi bem grandinha, espero que possam aproveitar e que eu tenha incentivado vocês a pelo menos ficar com aquela curiosidade de como é a narrativa do José de Alencar. Beijinhos e até amanhã!

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