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Semana de Resenhas! Ghost Rider A Estrada da Cura - Neil Peart



   Olá pessoal, tudo bem com vocês?
   Hoje trago para vocês a resenha do primeiro livro que ganhei em parceria com a Editora Belas Letras. Confesso que biografias não são meu tipo predileto de livros, mas por ser a primeira que li resolvi dar uma chance a mais para continuar a leitura, então para quem está curioso para saber o que achei sobre o livro aguarde o fim da resenha com minha opinião. Vamos então à resenha!
   Neil Peart é um músico da banda Rush, mais detalhado um baterista e compositor, que para esquecer a perda de duas pessoas importantes em sua vida utiliza a estrada e sua moto antiga para esquecer e se reestabelecer.
   Selena foi passar suas férias com sua mãe Jackie e com seu pai Neil, porém exatamente no dia de seu retorno à faculdade, o ônibus que está sofre um acidente, matando-a no mesmo instante. Jackie cai na depressão junto com Neil, que pede ajuda a seus amigos mais próximos para ajudá-los a recuperar tal perda, porém Jackie acaba adoecendo é morre deixando somente Neil, para lidar com tudo, principalmente com seus sentimentos de perder a filha e a mulher.

   “Àqueles que possuem a versátil faculdade de se adaptar, a novidade gerada por tal mudança pode até mesmo ser fonte de prazer; mas para aqueles que por uma causalidade estejam mais presos às raízes de sua criação, a pressão do ambiente modificado é insuportável, e eles têm o corpo e o espírito esfolados sob as novas restrições, as quais são incapazes de compreender. Esse atrito está ligado à ação e à reação, gerando males diversos e levando a várias desgraças. Seria melhor que o homem que não consegue se encaixar à nova rotina retornasse aos seu próprio país; se demorar demais, certamente morrerá.” – Trecho página 70/71.

   Para se adaptar Neil, cria pseudônimos para as fases de sua rotina e os transpassa em seu diário e em cartas para seus amigos e familiares, durante suas longas jornadas de viagens, por todos lugares.

   “Naquele ponto de minha odisseia, tudo o que importava para mim era sentir que eu continuava me movendo para frente, ainda encontrando a força necessária para encarar as sombras e os fantasmas, a cada manhã e a cada noite, na Estrada da Cura. Ainda acreditando que “alguma coisa cai acontecer.”” – Trecho página 267.

   Porém essa viagem não dura para todo o sempre hahaha, mas sim por:

   “... então, depois de quatro meses e 46 mil quilômetros, quatro países, seis províncias, dois territórios, 11 estados americanos e 17 estados mexicanos, talvez eu tenha precisado de tudo apenas para ser capaz de dizer: “Eu sei”. Acho que isso é o suficiente para lidar com o que ficou para trás, mas apenas espero que seja o suficiente para o que estiver à frente de mim, sabe?”. – Trecho página 284.

   Sim, o “Eu sei” foi o método que ele encontrou para aceitar a morte de Selena e de Jackie, porém esta aventura não está nem um pouco para terminar... Brutus é seu melhor amigo e por conta de um mal entendido é preso e como forma de se livrar de todos pensamentos, Neil, através de cartas com pseudônimo de Ghost Rider se solta e conta para Brutos tudo que está acontecendo, até o breve romance que teve com uma moça de Los Angeles...

   “Uma vez, apontei que a natureza básica da arte era “contar histórias”, e eu nunca tinha sentido isso de forma tão verdadeira. Toquei a raiva, a frustração, a dor e até mesmo as partes da minha viagem, os ritmos da estrada, a exuberância da paisagem, os altos e baixos dinâmicos do meu ânimo, a suíte narrativa que surgia, tudo era tão purificador e energizante quanto o suor e o esforço de contar a minha história.” – Trecho página 401/402.
   
   “Ghost Rider A Estrada da Cura é um livro interessante, pois vemos que há muitos jeitos de lidar com a perda e sempre visando nosso melhor. Como disse no começo o livro é uma Biografia, que não é o meu gênero predileto e até descobri o motivo, pois não gosto de muita descrição que é exatamente o caso deste livro, no entanto por possuir no início e no final de cada capítulo trechos de músicas, que trazem um complemento necessário para a formação de opinião, confesso que o livro não ficou muito cansativo, mas a leitura é bem lenta e minuciosa. Recomendo para aqueles que gostam de biografias e para aqueles que gostam de ver uma paisagem diferente a cada caminho que Neil segue.”. T.P

   Espero pessoal que tenham gostado, confesso que essa resenha não foi das mais fáceis de fazer, pela quantidade de informação contida nas 511 páginas do livro. Aguardo opiniões sobre a resenha e até a próxima!

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